Willames Costa

Compromisso com a informação

Brasil

Novo ministro diz que omissão de empresa é ‘factoide’

Aguinaldo Ribeiro cumprimenta Dilma na cerimônia de posse (Lula Marques/Folhapress)

O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, classificou de “factoide” a informação de que teria omitido da Justiça eleitoral em 2010 ser dono de empresas de comunicação.

Segundo reportagem publicada hoje na Folha, Ribeiro é dono de duas emissoras de rádio no interior da Paraíba que foram registradas em nome de empregados.

Futuro ministro das Cidades omite ser sócio em empresas
Mário Negromonte é o 8º ministro a deixar governo Dilma; veja
Deputado Aguinaldo Ribeiro será o novo ministro das Cidades
Saiba mais sobre o novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro

“Não adianta tentar fazer factoide onde não existe. Todas as empresas estão declaradas, (…), isso já foi explicado. Não adianta a gente tentar criar factoide onde não existe”, afirmou o ministro após cerimônia de posse, nesta segunda-feira (6), no Palácio do Planalto.

O novo ministro afirmou estar “absolutamente tranquilo”. ” Não tem nada o que esconder.”

Em seu discurso de posse, Aguinaldo Ribeiro assumiu o discurso da presidente Dilma Rousseff de defesa do perfil de um bom gestor na rotina de trabalho.

“Gestão será a prioridade desse seu novo ministro. Gestão será nosso foco, gestão será nossa diretriz, gestão será minha maior missão no ministério das cidades.”.

O deputado federal afirmou que existe um “falso dilema” entre política e gestão.

“A boa gestão na vida pública tem que ser política. Política no sentido mais amplo. Mas a boa politica nos dias de hoje tem que estar baseada na gestão, na política de resultados, (…) no alcance de metas, na eficiência, na busca permanente de avanços”, completou.

‘POSTURA REPUBLICANA’

Dilma destacou o caráter “estratégico” da pasta e desejou sucesso ao ex-ministro Mário Negromonte, presente ao evento, que retorna à Câmara dos Deputados.

A presidente cobrou ainda uma postura “republicana” do novo titular – recentemente, o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) foi acusado de favorecer seu reduto eleitoral na divisão de recursos para prevenção de desastres naturais.

“Sem respeitar a federação, não é possível executar os programas dentro do ministério das Cidades, porque a atividade exige parceria. E isso impõe ao seu titular capacidade de negociação, bom trânsito politico e postura rigorosamente republicana”, afirmou.

DESPEDIDA

Em um discurso curto de despedida, Mário Negromonte negou mais uma vez qualquer tipo de irregularidade em sua gestão à frente do Ministério das Cidades. “Saio como entrei: sem nenhum processo e de cabeça erguida”, afirmou.

Negromonte afirmou que voltará para a Câmara dos Deputados com duas metas principais: continuar apoiando o governo da presidente Dilma e colaborar para a unidade de sua legenda, o Partido Progressista (PP).Orgulho do PP

“Sempre contará com o nosso apoio, nosso respeito e admiração”, afirmou o ex-ministro para a presidente Dilma.

A situação de Negromonte agravou-se na semana passada após a Folha revelar a participação dele e do secretário-executivo, Roberto Muniz, em reuniões privadas com um empresário e um lobista interessados num projeto do ministério.

Com a Folha.com

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *