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Novo regime automotivo visa ampliar competitividade industrial, diz MDIC

A secretária do MDIC, Heloisa Menezes, em evento em SP nesta terça-feira (Foto: Gabriela Gasparin/G1)

A secretária do MDIC, Heloisa Menezes, em evento

em SP nesta terça (Foto: Gabriela Gasparin/G1)

A secretária do Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Heloisa Menezes, disse nesta terça-feira (10) que o novo regime automotivo anunciado na semana passada pelo governo federal foi desenvolvido com o objetivo de aumentar a competitividade da cadeia automotiva no país, com o fim de ampliar investimentos em pesquisa e inovação no Brasil.

Para ela, as medidas podem, inclusive, serem refletidas ao custo final dos produtos aos consumidores. “Nós sabemos que a indústria de autopeças precisa de atrativos para investir mais e mais para substituirmos a importação na nossa cadeia de produtos, para ser cada vez mais inovadora”, afirmou.

De acordo com ela, as medidas de estímulos à produção automotiva podem ser transferidas ao custo final do produto, ao consumidor, por conta da desoneração do IPI. “De fato, estamos falando da possibilidade de redução de até 32 pontos percentuais de IPI (…). Há possibilidade que haja esse efeito indireto”, disse.

Heloisa afirmou que o regime foi feito em esforço conjuntos entre ministérios da Fazenda, Desenvolvimento e Ciência e Tecnologia, com objetivos de “aumentar a competitividade da cadeia automotiva no Brasil, aumentar investimentos inovação, em pesquisa no Brasil, focadas nos fornecedores da cadeia de autopeças com rebatimento claro na indústria automotiva”, disse.

Heloisa explicou que o novo regime traz flexibilidade para a habilitação de cada uma das montadoras, de forma a ajustarem sua melhor estratégia.

“Para a habilitação, ele [o novo regime] requer que a empresa escolha três de quatro itens, que são atividade fabril no Brasil, etiquetagem do Inmetro, investimento em engenharia e tecnologia industrial básica e investimento em inovação. As empresas, escolhendo três dessas quatro condições, têm condições de, após habilitar, reduzir em até 30 pontos percentuais o seu IPI, desde que invista em compra insumos estratégicos no Brasil e na região do Mercosul”, disse a uma plateia de empresários do setor, na abertura da 3ª Automec, feira focada no setor de veículos pesados e comerciais, que ocorre no Anhembi, em São Paulo.

A secretária acrescentou, ainda, que a empresa poderá reduzir o IPI em mais dois percentuais, desde que invista em inovação, engenharia, tecnologia industrial básica e desenvolvimento de fornecedores. “É regime de estimulo, que dá liberdade para as empresa se enquadrarem de maneira mais ou menos vantajosa de acordo com o investimento que ela fará”, afirmou.

Fonte: Do G1, em São Paulo

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