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Obama critica violência e pede renúncia de ditador sírio

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou nesta terça-feira os contínuos e “inaceitáveis” níveis de violência registrados na Síria. Ele ainda se comprometeu em aumentar os esforços para obrigar o ditador Bashar al Assad a renunciar ao mandato.

As declarações foram feitas durante a visita do rei da Jordânia, Abdullah II. Ele agradeceu ao representante do país por ter sido o primeiro árabe a pedir a saída de Assad e destacou os esforços na mediação jordaniana no conflito entre palestinos e israelenses.

Pouco antes, o Departamento de Estado americano anunciou que considera “insuficiente” a proposta russa de resolução da crise na Síria pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

  Kevin Lamarque/Reuters  
Obama com rei Abdullah II da Jordânia; presidente diz que situação na Síria é 'inaceitável' e pede renúncia de Assad
Obama com Abdullah II da Jordânia; presidente diz que situação na Síria é ‘inaceitável’ e pede renúncia de Assad

O porta-voz do órgão, Mark Toner, afirmou que os Estados Unidos trabalharão para responsabilizar Bashar al Assad pela repressão aos opositores e valorizar o trabalho da Liga Árabe no país. Ainda que tenha feito críticas, Toner ressaltou a disposição dos russos em discutir os conflitos na Síria.

Antes, França e Alemanha já haviam criticado a proposta russa por estar “muito longe da realidade da situação na Síria”.

AGRAVANTE

Mais cedo, o governo sírio rejeitou a entrada de tropas árabes proposta no sábado (14) pelo emir do Qatar para terminar com a violência no país. A informação foi revelada por um comunicado do Ministério de Relações Exteriores.

“A Síria rejeita as acusações de dirigentes do Qatar sobre o envio de tropas árabes, o que amplifica a crise, frustra a ação árabe e abre caminho para uma intervenção estrangeira”, afirmou a Chancelaria por meio do documento, publicado pela agência estatal SANA.

O xeque Hamad bin Khalifa al Thani foi o primeiro líder árabe a pedir a entrada de tropas árabes na Síria, ao dizer, no programa “60 Minutes”, da emissora americana CBS, que “alguns efetivos deveriam ir para acabar” com a violenta repressão das forças do ditador sírio.

VIOLÊNCIA

Apesar da presença de dezenas de observadores enviados pela Liga Árabe para supervisionar a aplicação de um plano de saída da crise, em 26 de dezembro, a violência não para no país.

Nesta terça, onze civis morreram, oito deles após a explosão de uma bomba na passagem de um micro-ônibus em que viajavam, revelou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) em um comunicado.

De acordo com a ONU, cerca de 5.000 civis morreram desde o início dos protestos na Síria, em março de 2011. O governo sírio afirma que, no período, morreram 2.000 militares a serviço do regime de Bashar al Assad.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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