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ONU quer levar Síria a julgamento no tribunal de Haia

Mulheres libanesas protestam contra veto à resolução sobre Síria na ONU (Reuters)

O Conselho de Segurança das Nações Unidas deve levar os crimes cometidos na Síria ao TPI (Tribunal Penal Internacional), solicitou nesta sexta-feira o ACNUDH (Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos).

A representante desta instituição, Navi Pillay, solicitou na quarta-feira (8) “medidas eficazes” para proteger os civis.

Consultado sobre esta questão, o porta-voz do ACNUDH, Rupert Colville, assegurou “ter inúmeras opções”, mas especificou apenas uma: “Uma medida muito concreta que solicitamos em várias ocasiões, que enviaria um sinal às autoridades da Síria. É levar o regime diante do Tribunal Penal Internacional. “Vendo a situação atual, apenas o Conselho de Segurança pode fazer isso”, acrescentou.

No sábado passado, a Rússia e a China vetaram uma resolução da ONU que condenava a repressão sangrenta da revolta síria.

Colville explicou que o TPI pode julgar os crimes cometidos na Síria porque a Comissão de Investigação das Nações Unidas concluiu que, desde o início da revolta contra o regime do presidente Bashar al-Assad, em março de 2011, foram cometidos crimes contra a Humanidade no país.

Segundo esta comissão, “estes abusos foram perpetrados com a aprovação e cumplicidade das autoridades e foram realizados de acordo com uma política de Estado, o que caracteriza crimes contra a Humanidade”, explicou o porta-voz.

Colville informou ainda que Pillay estará presente na segunda-feira, em Nova York, para uma reunião com membros da Assembleia Geral da ONU sobre a Síria.

A repressão do regime causou mais de 6 mil mortes, segundo os militantes. A ONU afirma não estar em condições de precisar o número de vítimas.

“Claramente os números aumentam a cada dia”, disse Colville.

ATAQUES

Ao menos 25 morreram e 175 ficaram feridos por causa de duas explosões que visavam duas instalações de segurança na cidade de Aleppo, na região norte do país.

As explosões foram o primeiro evento significativo de violência em Aleppo, uma das maiores cidades da Síria, durante os 11 meses das manifestações populares contra o ditador Bashar al Assad.

O ELS (Exército Livre Sírio, integrado por militares desertores, reivindicou o duplo atentado, mas voltou atrás posteriormente.

O número dois do grupo, Malek Kurdi, disse à agência Efe no Cairo, por telefone da Turquia, que as duas explosões aconteceram após a retirada de uma brigada de militares desertores que atacaram os dois edifícios com armas leves, mas que eles não são os responsáveis.

DA FRANCE PRESSE, EM GENEBRA
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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