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Otimismo do brasileiro diminui em novembro, segundo Ipea

O otimismo das famílias brasileiras em relação à realidade socioeconômica do país apresentou leve queda em novembro, segundo o IEF (Índice de Expectativas das Famílias) divulgado nesta quinta-feira (16). O indicador passou de 64,7, em outubro, para 63,7, em novembro.

Em novembro de 2010, o indicador registrou 65,6 pontos.

O IEF é elaborado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado à Presidência da República, e considera o que as famílias esperam da situação econômica do país, a sua condição financeira, suas decisões de consumo e seu nível de endividamento.

O Ipea faz o levantamento mensalmente em 3.810 domicílios, em mais de 200 cidades. Na escala do Ipea, a pontuação acima de 60 pontos indica otimismo; abaixo de 40, pessimismo.

A redução da taxa foi causada pelo decréscimo de confiança das famílias brasileiras nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, superior ao acréscimo apresentado pelas outras duas regiões.

A região Centro-Oeste continua sendo a região com as maiores expectativas, no entanto, houve uma queda de 6,6 pontos de outubro (75,5) para novembro (68,9). A segunda maior redução (5,6 pontos) no índice foi apresentada pela região Norte, passando de 60 pontos em outubro para 54,4 em novembro. O Nordeste apresentou uma queda menos acentuada, apresentando no mês de novembro, uma expectativa de 64,7 contra os 66,4 pontos em outubro.

Em contrapartida, a região Sul apresentou um acréscimo significativo de 7,4 pontos em relação ao mês anterior, apresentando, em novembro uma expectativa de 68,3 pontos. Essa mesma região havia sofrido uma queda de 3 pontos no período setembro-outubro. Já a região Sudeste apresentou um aumento de 2,9 pontos em relação ao mês anterior, ficando com 65,4 pontos no mês de novembro.

CONSUMO

Em relação ao consumo de bens duráveis, 55,6% das famílias acreditam que agora é um bom momento para adquiri-los, enquanto isso, 40,6% afirmam não ser um momento ideal, ante 41,1 no mês anterior.

A região Nordeste é a líder nesta questão, com 63,5% das famílias otimistas, seguida pelas regiões Sudeste e Centro-Oeste com 59,7% e 59,3%, respectivamente.

As regiões Norte e Sul apresentam percentuais de pessimismo bem maiores que os de otimismo. No Norte 62,7% das famílias não acreditam que este seja um bom momento para adquirir bens de consumo, e no Sul, o percentual é de 55,1%.

Esse cenário, aponta o Ipea, é repetição do apresentado em outubro, com uma ligeira queda no grau de pessimismo para a região Sul, que no mês passado teve 59,8% das famílias acreditando ser um mau momento de adquirir bens de consumo duráveis.

ENDIVIDAMENTO

A pesquisa levanta ainda o grau de endividamento familiar: no Brasil, 8,22% das famílias estão muito endividadas (ante 7,9% no mês anterior) e 55,59% das famílias declaram não ter dívidas, ante 54,2% em outubro.

A maior parte das família muito endividadas fica no Norte (11,67%), seguida pelo Nordeste (10,8%), Sul (9,55%), Sudeste (6,04%) e, por último o Centro-Oeste (4,56%)

As famílias que declaram não ter dívidas são divididas da seguinte maneira: maior concentração no Centro-Oeste (83,86%), seguida pelo Sudeste (66,23%), depois Sul (52,97%), Nordeste (42,07%) e, por fim, Norte (24,67%).

Aproximadamente 18,13% das famílias brasileiras pretendem pagar as contas atrasadas em sua totalidade, alta na expectativa em relação a outubro (12%). Enquanto isso, 45,62% das famílias pretendem pagar parcialmente as contas (ante 48,5%) e 33,81% não terão condições de pagar as contas atrasadas nesse mês, ante 37,2%.

MERCADO DE TRABALHO

Cerca de 79% dos responsáveis pelos domicílios no país sentem-se seguros em sua ocupação atual.

Quando a pergunta é voltada para os demais membros da família o otimismo tem comportamento variado, com um nível de segurança de aproximadamente 73,7% para todos os membros da família, para a média nacional. A região Norte é onde os familiares se sentem mais seguros no emprego, com uma taxa de 94,8%, seguido pelo Sul (89,2%), Centro-Oeste (81,2%), Sudeste (80,7%) e Nordeste (42,2%).

Com a Folha.com

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