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Papel contradiz ex-presidente da Casa da Moeda

O ex-presidente da Casa da Moeda cobrou, por meio de um procurador, pagamentos para uma empresa no exterior que é acusada de ser ligada a esquema de corrupção na estatal, informa reportagem de José Ernesto CredendioAndreza Matais e Natuza Nery, publicada na Folha.

A cobrança, à qual a Folha teve acesso, contraria versão de Luiz Felipe Denucci de que nunca movimentou dinheiro por meio dessa empresa, embora admita a sua existência.

O advogado Jorge Gaviria afirmou que não comentaria o documento por questões de confidencialidade.

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Ontem, o governo conseguiu evitar, mais uma vez, a aprovação de um requerimento que pedia a presença do ministro Guido Mantega (Fazenda) no Congresso.

Dessa vez foi na Comissão Mista do Orçamento, que não obteve número suficiente de deputados e senadores para abrir a sessão.

O convite ao ministro para que ele fale sobre a crise econômica internacional já está protocolado na comissão desde o ano passado. A próxima sessão desta comissão, quando o requerimento pode entrar na pauta, só deve ocorrer na semana que vem.

O temor da base aliada, no entanto, é que se o documento fosse aprovado, a oposição aproveitasse para perguntar sobre a troca de comando na Casa da Moeda.

Conforme revelou a Folha, a demissão de Denucci da Casa da Moeda aconteceu após o governo descobrir que o jornal preparava reportagem sobre “offshores” que Denucci e integrantes de sua família mantinham no exterior. A Folha também revelou que Mantega foi informado sobre as suspeitas de irregularidades há alguns meses.

A indicação de Denucci para o cargo também é controversa. Mantega diz que os padrinhos do ex-titular da Casa da Moeda são deputados do PTB. Já o presidente nacional da legenda, Roberto Jefferson, diz que o partido apenas chancelou a indicação feita pelo ministro.

Editoria de Arte/Folhapress

 

Com a Folha.com

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