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Patrocinador do Liverpool intervém após Suárez não cumprimentar rival

Os proprietários do Liverpool e o patrocinador da camisa do clube intervieram no fim de semana para ajudar a minimizar uma disputa racial que está prejudicando um dos mais bem sucedidos clubes de futebol inglês.

O atacante uruguaio Luis Suárez pediu desculpas no domingo por não apertar a mão do rival Patrice Evra antes da derrota de seu time por 2 x 1 para o Manchester United, e o técnico Kenny Dalglish também pediu desculpas por sua reação pós-jogo quando contestado sobre o incidente.

Jon Super – 11.fev.12/Associated Press
Evra, do Manchester (dir.), tenta cumprimentar Suárez (à esq.), do Liverpool, antes de duelo
Evra, do Manchester (dir.), tenta cumprimentar Suárez (à esq.), do Liverpool, antes de duelo

Suárez voltava para a formação titular do Liverpool pela primeira vez desde que cumpriu uma suspensão de oito partidas por ter ofendido racialmente Evra durante um jogo em outubro.

O banco Standard Chartered, que paga cerca de 20 milhões de libras (pouco menos de R$ 55 milhões) por temporada para patrocinar os ex-campeões ingleses, foi a público criticá-los em um breve comunicado.

“Estamos muito desapontados com o incidente de sábado e discutimos nossas preocupações com o clube”, disse o banco em comunicado.

Uma pessoa familiar à questão disse: “Foi uma conversa muito dura”.

Os maiores clubes de futebol da Europa são hoje importantes marcas que atraem patrocinadores internacionais e têm fãs em todo o mundo.

O Standard Chartered foi atraído para o Liverpool devido à sua base de apoio asiática. O banco tem sede em Londres, mas a maior parte de seus lucros vem da Ásia. A maioria de seus funcionários é de origem asiática, africana ou do Oriente Médio.

A BBC disse que o Fenway Sports Group, o grupo norte-americano que comprou o clube em 2010 e que também é proprietário do Boston Red Sox, cobrou que o clube pedisse desculpas.

Um porta-voz do Liverpool recusou-se a comentar a reportagem de que o clube estava sendo pressionado por seus proprietários.

A Associação de Futebol Inglesa, que impôs a proibição original de oito partidas, não agirá contra a recusa de Suárez de apertar a mão porque não é uma questão disciplinar.

DA REUTERS

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