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Pela 1ª vez, casais gays se casam no Empire State Building

Há quase duas décadas, no dia de São Valentim –Dia dos Namorados em diversos países– casais ‘de sorte’ se casam no topo do Empire State Building. No entanto, neste ano, pela casais homossexuais disseram o “sim” no famoso edifício de Nova York pela primeira vez.

As cerimônias ocorrem graças à legalização, sancionada em junho, de um decreto que legaliza os casamentos homossexuais no Estado de Nova York — o sexto Estado norte-americano a adotar a prática.

Andrew Burton/Reuters
Lela McArthur (à dir.) e Stephanie Figarelle, de Ancorage (Alasca), se casaram nesta terça-feira
Lela McArthur (à dir.) e Stephanie Figarelle, de Ancorage (Alasca), se casaram nesta terça-feira

“Simplesmente achamos que seria uma oportunidade fantástica nos casarmos no topo do edifício Empire State, especialmente por este see o primeiro ano em que o casamento gay é autorizado”, disse Phil Fung, 49, que se casou com o parceiro Shawn Klein, 51, confirmando o relacionamento que já dura 18 anos.

“Foi amor à primeira vista”, disse Fung. “Vínhamos conversando sobre nos casarmos agora que o casamento gay foi aprovado no Estado de Nova York, e amigos nossos nos falaram sobre o concurso.”

Eles se referiam à escolha dos casais que poderiam se casar no 61º andar do prédio. Centenas de casais do país inteiro enviaram vídeos contando por que sonhavam em se casar no célebre edifício concluído em 1930, e visitado anualmente por 3,5 milhões de pessoas. Só quatro casais foram selecionados.

US$ 284 MILHÕES

Estima-se que 21 mil casais de gays e lésbicas de Nova York irão se casar nos três primeiros anos após a entrada da lei em vigor, e que quase 42 mil outros casais de fora do Estado escolherão se casar em Nova York, segundo um relatório da Conferência Democrática Independente.

Andrew Burton/Reuters
Phil Fung (à dir.) e Shawn Klein, que estão juntos há 18 anos, também se casaram hoje
Phil Fung (à dir.) e Shawn Klein, que estão juntos há 18 anos, também se casaram hoje

É o caso de Steph Figarelle, de 29 anos, e de Lela McArthur, de 24, que moram no Alasca. “O Empire State Building para nós no Alasca é como ir ao Egito ver as pirâmides. É o que torna isso especial (…) O fato de nos casarmos lá dá o tom para a nossa vida juntas”, disse Figarelle.

O Alasca não permite o casamento homossexual. Figarelle soube do concurso no Empire State quando procurava um lugar para celebrar a união em Nova York. “Foi um tiro no escuro”, contou.

Como parte do prêmio, cada casal recebeu uma cerimônia personalizada, trajes de gala e dois pernoites no hotel Pierre.

A Conferência Democrática Independente estima que os casamentos homossexuais irão gerar US$ 284 milhões para a economia do Estado.

DA REUTERS, EM NOVA YORK

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