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PM usa gás pimenta e cassetetes contra manifestantes na Sé


SP 458 anos

A Polícia Militar usou gás pimenta e cassetetes contra manifestantes que protestavam na praça da Sé na manhã desta quarta-feira. O grupo é contra a reintegração de posse emPinheirinho e contra a ação da PM na cracolândia, no centro de São Paulo.

Veja imagens do confronto durante protesto na praça da Sé
Manifestantes protestam na Sé contra reintegração no Pinheirinho
Grupo atira ovos em carros de autoridades durante protesto na Sé
Repórter fotográfico da Folha é atingido durante manifestação; ouça

Uma parte dos 800 manifestantes (segundo contagem da CET) cercou e chutou carros de autoridades que participavam da missa na catedral da Sé pelo aniversário da cidade, comemorado hoje. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) teve que sair pelos fundos da igreja.

Durante a saída das autoridades, os manifestantes se aglomeraram próximo aos carros e a PM entrou em ação, usando cassetetes e jogando gás de pimenta contra as pessoas.

Logo após a saída do prefeito do local, um grupo de manifestantes tentou agredir ainda uma equipe da Rede Globo. Um outro grupo que participava do protesto, no entanto, tentou interromper a confusão e fez com que os manifestantes dispersassem.

“Estava apenas fazendo o meu trabalho”, disse a repórter Gabriela Lian, na emissora.

Além de Kassab, também estavam no local os pré-candidatos a prefeitura Guilherme Afif (PSD), Andrea Matarazzo (PSDB) e Gabriel Chalita (PMDB). O governador Geraldo Alckmin (PSDB) era esperado, mas não compareceu.

Após a confusão, os manifestantes seguiram em passeata em direção à prefeitura. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), as ruas da região estão sendo bloqueadas com a passagem dos manifestantes.

Paulo Pinto/Folhapress
Manifestante cai durante confronto com policiais e guardas civis na Sé após missa pelo aniversário da cidade
Manifestante cai durante confronto com policiais e guardas civis na Sé após missa pelo aniversário da cidade

PROTESTO

As ações da Polícia Militar na cracolândia e na favela Pinheirinho têm sido criticadas pelo uso da violência contra viciados e moradores. No caso da cracolândia, a atuação da polícia é investigada pelo Ministério Público.

O protesto, intitulado “Especulação extermina: basta de trevas na Luz e em São Paulo!”, também faz menção à situação das famílias que viviam na favela do Moinho, no centro de São Paulo, atingida recentemente por um incêndio.

Com a Folha.com

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