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PMDB defende candidato próprio para o Planalto

Um dia depois de substituir mais um ministro alvejado por suspeitas de irregularidade, líderes do partido afirmaram que “o PMDB não tem medo de cara feia” e que “quem quer paz precisa estar preparado para a guerra”.

Em encontro nacional em Brasília, o PMDB divulgou um documento com 15 pontos que considera fundamentais. Entre eles está a garantia da liberdade de imprensa.

Dilma diz que PMDB é ‘aliado fundamental’ do governo
‘PMDB não tem medo de cara feia’, diz líder do partido
Líderes do PMDB negam sequelas após troca de mais um ministro
Relação PT-PMDB não muda com queda Novais, diz Falcão

Valter Campanato/Agência Brasil
Dilma Rousseff cumprimenta o novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, durante encontro do PMDB
Dilma Rousseff cumprimenta o novo ministro do Turismo, Gastão Vieira, durante encontro do PMDB

A colocação deste item, segundo a Folha apurou, é um contraponto ao PT, que, em seu Congresso, defendeu a regulamentação da mídia.

A sigla é a principal aliada do PT na coalizão que elegeu a presidente Dilma Rousseff e o vice, Michel Temer. Dilma alterou a agenda na tarde de ontem para ir ao encontro.

Ela reafirmou que o PMDB é “parceiro” e “aliado fundamental do meu governo”. Repetida diversas vezes, a expressão desagradou peemedebistas, que gostariam de ouvir “nosso governo”.

Principal defensor do ex-ministro do Turismo Pedro Novais, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), demonstrou irritação com a saída do colega.

“Esse partido não tem medo nem de tempestades nem de furacões nem de caras feias, ameaças e constrangimentos. Esse partido não começou ontem.”

E completou: “É natural que possam ler, ouvir tantas agressões, ataques pequenos e mesquinhos contra PMDB. Ma esse é o partido que quando a presidente precisa solicitar ela sabe que conta sempre com a lealdade e transparência do PMDB”, afirmou.

O peemedebista Novais caiu depois de revelações feitas pela Folha de que ele usa servidores pagos com dinheiro público para fins particulares. Wagner Rossi, outro peemedebista e ex-ministro da Agricultura, também foi envolvido em suspeitas de irregularidades.

Líderes do partido usaram o evento para defender candidaturas próprias.

O presidente do partido, senador Valdir Raupp (RO), afirmou que a aliança com Dilma hoje é “sólida”, mas que “em três anos ninguém sabe o que pode acontecer”.

“O PMDB está se reforçando em todo o Brasil com as eleições de 2012, não perdendo o foco para 2014”, disse.

Com a Folha.com

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