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Polícia do Rio vai ouvir hoje PMs suspeitos de matar juíza

Investigadores da Delegacia de Homicídios do Rio vão ouvir na tarde desta terça-feira os três policiais militares que foram indiciados sob suspeita de ter assassinado a juíza Patrícia Acioli. Poucas horas antes de ser morta, um mês atrás, ela havia decretado a prisão deles.

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Os PMs eram acusados de ter matado um jovem de 18 anos. Eles disseram que a morte ocorreu em confronto, o que não foi provado.

Segundo o delegado Felipe Ettore, da Divisão de Homicídios, o trio soube em 11 de agosto, dia do crime, que a juíza decretaria sua prisão.

O assassinato foi, segundo a investigação, uma tentativa de evitar a decisão. A prisão, no entanto, foi decretada antes de ela ser morta.

Os suspeitos são o tenente Daniel Santos Benitez Lopez e os cabos Sérgio da Costa Júnior e Jefferson de Araújo Miranda, do GAT (Grupo de Ações Táticas) do 7º Batalhão, de São Gonçalo. A polícia ainda investiga a participação de outras pessoas.

Folha não conseguiu contato com advogados dos três suspeitos do crime. Segundo a investigação, um mês antes do assassinato de Patrícia, a advogada Ana Cláudia Abreu Lourenço telefonou para o cabo Jefferson Miranda para avisar que a magistrada iria incluir no processo toda a guarnição do GAT que esteve no local do assassinato do rapaz de 18 anos.

Até então, só os cabos Sammy dos Santos Quintanilha e Flávio Cabral Bastos tinham sido presos.

Após receber a informação da advogada, Jefferson foi ao encontro do cabo Júnior e do tenente Lopez. Em seguida, eles foram para a rua onde Patrícia morava, em Niterói, e lá permaneceram por cerca de meia hora.

A reportagem tentou localizar a advogada Ana Cláudia Lourenço, mas ela não foi encontrada. A Polícia Civil informou que “ela deve ser ouvida no momento oportuno”.

Editoria de arte/Folhapress

CRIME

Segundo o delegado Felipe Ettore, Júnior e Lopez aguardaram a saída da magistrada em frente ao Fórum de São Gonçalo. Eles a seguiram de moto até sua casa, em Niterói. Miranda teria se juntado ao grupo para a emboscada.

O trio foi preso no dia seguinte ao assassinato dela. O inquérito diz que a morte de Acioli foi tramada em julho, quando fechou o cerco aos investigados no assassinato do garoto de 18 anos.

O trio usou um carro do 12º Batalhão da PM (Niterói), sem GPS, para analisar o bairro onde a juíza morava, segundo a investigação. Já no dia do assassinato, todos desligaram seus celulares no mesmo momento, logo após a saída dela do fórum, para evitar rastreamento.

A Secretaria de Segurança determinou o recolhimento de todas as armas calibre 38 e.40 do 7º Batalhão da PM (São Gonçalo) para confronto balístico com os projéteis coletados no local do crime.

Com a Folha.com

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