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Distrito Federal

Polícia tem suspeito de grampear 300 funcionários do Buriti, afirma GDF

O porta-voz do governo do Distrito Federal (GDF), Ugo Braga, disse nesta terça-feira (15) que a Polícia Civil já tem uma pessoa suspeita de ter sido a responsável pela quebra de sigilo telefônico de mais de 300 funcionários que trabalham no Palácio do Buriti, sede do governo do DF. A polícia não confirmou ter um suspeito.

Braga afirmou que as investigações começaram após blogs divulgarem na internet informações telefônicas de um coronel, que relatou o caso ao governo. O porta-voz disse que não serão divulgadas a identidade do suspeito e o local onde ele trabalha.

“Houve a quebra de sigilo telefônico deste coronel, o governo decidiu investigar a origem dos vazamentos e descobrimos que mais de 300 pessoas, inclusive eu, tiveram o sigilo quebrado. Já temos um suspeito, mas não vamos divulgar mais informações para não atrapalhar as investigações”, afirmou Ugo Braga.

O porta-voz disse ainda nesta terça que denúncias de que cerca de 80 pessoas, entre integrantes do GDF e parlamentares, teriam tido as ligações grampeadas e que este suposto esquema teria partido da Casa Militar do DF são “mentiras”.

As acusações desencadearam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Legislativa do DF para investigar o suposto esquema conhecido como “central de grampos”. A chamada “CPI da Arapongagem” vai apurar as denúncias. O GDF nega a existência do suposto esquema.

CPI do Cachoeira
O governador do DF, Agnelo Queiroz, afirmou nesta terça-feira ser “vítima” de ações do grupo do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, suspeito de exploração ilegal de jogos e preso pela Polícia Federal em fevereiro deste ano, na operação Monte Carlo.

O Congresso Nacional criou uma CPI para investigar a relação do bicheiro com grupos políticos e de empresários.

“Eles armaram para me derrubar. Se eu for convocado para ir à CPI no Congresso Nacional, devo ir na condição de vítima. Vocês acham que eles iam plantar informações contra mim se eu tivesse os ajudado? Foi tudo armado”, disse o governador.

Fonte: Do G1 DF

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