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Policiais do Pará pedem mais segurança para a categoria

Policiais Civis e Militares devem encaminhar ao governo do estado uma pauta de reivindicações cobrando mais preparo e melhorias nas condições de trabalho. As reclamações da categoria foram apresentadas na última quarta-feira (13), durante uma coletiva à imprensa. A preocupação dos policiais foi reforçada com as mortes de um investigador e um PM esta semana.

Os papeis foram investidos. Ao invés da população, policiais militares pedem mais segurança para a categoria. “Nós temos hoje policiais militares, bombeiros, policiais civis morrendo nas mãos desses bandidos. Temos que chamar atenção da população”, afirma Pablo Farah, diretor jurídico Sindpol.

Em 2012, 32 policiais militares e dois civis foram assassinados na região metropolitana de Belém. Em 2013 já foram registradas 9 mortes, sendo 8 policiais militares e um civil. Os dois últimos casos aconteceram essa semana e estão sendo investigados pela Divisão de Homicídios.

Um dos casos foi no bairro da Pedreira, em Belém. O policial militar reformado Ronielves de Souza Santos, de 36 anos, foi morto a tiros quando passava pela travessa Vileta. Na segunda-feira (11), o investigador de polícia civil Lucio Barros, de 39 também foi assassinado.

Ele chegava em casa, no bairro do Umarizal, quando percebeu que um assalto estava acontecendo em um depósito de bebidas em frente de onde ele morava. O policial abordou os bandidos, que atiraram contra ele.

Segundo o Sindicatos dos policiais, falta preparo dos agentes de segurança pública para agir em situações de conflito. “Tem que se dar treinamento especial para os policiais civis, até para quando ocorrer uma situação dessas, que ocorreu com o Lúcio, ele realmente saiba analisar o momento oportuno. Se a administração da Polícia Civil tomar essa atitude, o policial realmente saberá o que fazer”, acredita Rubens Teixeira, presidente do Sindpol.

Delegado Rimar Firmino, delegado geral de Polícia Civil, afirma que a polícia tem essa preparação. “Nós temos essa preparação, inclusive o presidente do Sindpol participou no ano passado do curso de capacitação”, conta Firmino. O delegado garante ainda que o curso é eficiente e que mais de 400 policiais já passaram pelo curso.

“Em 2011 nós fizemos um levantamento dos policiais mortos em serviço nos últimos 10 anos. Essa pesquisa nos proporcionou fazer um projeto de capacitação continuada e nós estamos fazendo isso desde 2011”, afirma ainda Firmino. “O investigador Lúcio foi da 12ª turma. Nós temos técnica de abordagem, técnica de investigação”, diz o delegado.

Fonte: Do G1 PA

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