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Policiais suspeitos de revender bens apreendidos são presos no Rio

Ao menos 13 policiais militares e civis do Rio foram presos nesta terça-feira sob suspeita de participar de um esquema de “espólio de guerra” –quando armas e bens apreendidos de criminosos são revendidos ilegalmente. Além dos policiais, um ex-militar do Exército e outros quatro suspeitos foram presos.

A ação foi coordenada pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e a Draco (Delegacia de Repressão às Ações do Crime Organizado).

De acordo com investigadores, apenas um mandado de prisão ainda não foi cumprido. Jorge Luiz Bernardes Fraga, conhecido como Neném, apontado como traficante da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, não foi encontrado.

Os suspeitos são acusados de cometer os crimes de formação de quadrilha, comércio ilegal de arma e associação para o tráfico. Eles podem pegar mais de 15 anos de prisão.

A polícia ainda cumpriu 24 mandados de busca e apreensão. Duas pistolas, munição, dinheiro, drogas e documentos foram apreendidos.

A operação Herdeiros teve o objetivo de desarticular a quadrilha que se associava a policiais civis e militares para arrecadar material apreendido em operações clandestinas ou até regulares, realizadas em favelas do Rio.
Segundo a investigação, eles levantavam informações sobre a localização de traficantes, armas e drogas para cometer o crime.

“Após realizar ações em comunidades, os materiais eram desviados e vendidos a traficantes. As investigações apontaram ainda que o destino dessas armas era a favela do Jacarezinho, em Benfica, zona norte do Rio.

Nessa comunidade, as negociações entre traficantes e policiais criminosos eram feitas, principalmente, por um ex-militar do Exército identificado como Asdrubal Bacon Dias Marques Junior, o Juninho”, informou em nota a secretaria.

Durante as investigações da Subsecretaria de Inteligência, dez pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma, munição e tráfico de drogas. Entre os presos está também o ex-chefe de segurança da Câmara de Vereadores de Niterói, que não teve o nome divulgado. Com ele foi encontrado uma carteira falsa da Polícia Civil. Segundo a secretaria, o segurança já foi exonerado do cargo.

Com a Folha.com

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