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Potências se reúnem em NY e Hamas critica plano palestino na ONU

No mesmo dia em que o Quarteto para o Oriente Médio (EUA, União Europeia, Rússia e ONU) se reúne em Nova York para tentar dissuadir o plano palestino de pedir reconhecimento como Estado-membro das Nações Unidas, o Hamas, movimento que controla a faixa de Gaza, disse que só concorda com a iniciativa caso a Palestina renegue Israel.

Reunidas em Nova York dias antes de o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, pedir formalmente que a ONU reconheça a Palestina como Estado, as potências buscam evitar o que julgam ser um estopim para uma potencial nova crise na região.

Dias atrás, o presidente dos EUA, Barack Obama, já deixou claro que seu país deverá barrar o pedido palestino no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde detém poder de veto.

Tanto os americanos quanto os europeus despacharam enviados especiais à região na semana passada para conversar com Abbas e o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, mas a pressão diplomática e tentativa de retomar negociações não alteraram os planos dos palestinos.

“O que buscaremos durante os próximos dias é uma forma de criar algo que permita que suas demandas e legítimas aspirações à condição de Estado sejam reconhecidas, enquanto se renova a única coisa que vai produzir um Estado, que é a negociação direta entre as duas partes”, disse o ex-premiê britânico, emissário do Quarteto, sobre a necessidade de acordo entre israelenses e palestinos.

Blair mostrou-se preocupado com o efeito que o reconhecimento do Estado palestino na ONU pode ter sobre a já volátil e complexa relação entre palestinos e israelenses.

NEGOCIAÇÕES

Para o britânico, a prioridade do Quarteto neste domingo é tentar chegar a um esboço de documento que admita as aspirações palestinas mas ao mesmo tempo mantenha as duas partes atreladas a um compromisso de continuar as negociações de paz.

Entre os temas que preocupam a comunidade internacional estão a decisão sobre a capital de um potencial Estado palestino, que entra em conflito direto com Israel, já que os dois lados disputam Jerusalém, os assentamentos judaicos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental e as fronteiras pré-1967.

  editoria de arte/folhapress  

Mais cedo o premiê de Israel descreditou a Assembleia Geral das Nações Unidas –onde se estima que o plano palestino seja aprovado, ao menos como Estado-não-membro– e disse que somente a análise final do Conselho de Segurança –que pode aprovar ou vetar o status de Estado-membro– tem peso político real.

“O Conselho de Segurança é como o governo das Nações Unidas, e estou convencido de que, como resultado da ação dos Estados Unidos em estreita colaboração com outros governos, a tentativa fracassará. A Assembleia é o Parlamento da ONU, por isso poderia passar qualquer decisão”, declarou antes de ressaltar que “não tem a mesma importância que o Conselho de Segurança”.

HAMAS

Embora o panorama externo para os palestinos já seja bastante complexo, o Hamas, movimento islâmico que controla a faixa de Gaza desde 2007 e mantém uma relação instável com a Cisjordânia, onde a ANP governa, apresentou neste domingo mais um desafio ao plano de Abbas.

  Editoria de Arte/Folhapress  

O primeiro-ministro do movimento, Ismail Haniye, disse que o Hamas não apoia a iniciativa de Mahmoud Abbas e que só passaria a dar seu aval ao plano caso os acordos já obtidos entre palestinos e israelenses fossem rompidos, renegando a existência do Estado hebreu.

“Nós somos a favor da declaração de um Estado palestino em qualquer terra libertada”, acrescentou dizendo que entre suas condições estão deixar de reconhecer o Estado de Israel e não ceder quanto às fronteiras que os territórios palestinos apresentavam antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967, quando os israelenses anexaram partes dessas terras.

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Da Sputnik Brasil Os britânicos estão recusando sacos plásticos. Economizando mais de seis bilhões de sacos, a Grã-Bretanha tenta solucionar um problema de poluição ambiental. No primeiro semestre de 2016, os britânicos usaram 500 milhões de sacos de plástico. Parece muito, mas no mesmo período do ano passado, foram utilizados 7 bilhões dessas embalagens. É pouco provável que os residentes do Reino Unido se tenham tornado muito mais conscientes em termos de proteção ambiental. Uma ferramenta mais eficaz do que a divulgação de informações sobre os perigos do plástico para ecossistemas virou o imposto sobre sacos. Em outubro do ano passado, o governo introduziu o tributo com o valor de 5 pence, o equivalente a R$ 0,22. O governo britânico esperou diminuir o número de embalagens usadas e teve razão: quase imediatamente após a introdução da taxa, compradores começaram a recusar os sacos de plástico. No primeiro semestre deste ano, eles usaram 85% menos pacotes de plástico que no ano passado. Se outros países introduzirem um imposto semelhante, será alcançado um impacto positivo sobre o meio ambiente. Anualmente, os oceanos e mares recebem oito milhões de toneladas de plástico. Este material tem um impacto devastador sobre todos os ecossistemas: muitos animais marinhos o confundem com alimento. Pedaços de plástico foram detectados em mais de 31 espécies de mamíferos marinhos e em 100 espécies de aves. Muitos deles obstruem o estômago com plástico e morrem de fome ou de danos de órgãos internos. As tartarugas marinhas confundem sacos de plástico na água com medusas e morrem de oclusão intestinal.