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Premiê de Israel ordena a ministros que não falem sobre Irã

Sebastian Scheiner/Associated Press

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ordenou a ministros e responsáveis militares que não falem sobre a possibilidade de ataques contra as instalações nucleares do Irã, de acordo com reportagem do jornal israelense “Maariv” desta segunda-feira.

O premiê tomou a iniciativa após uma série de declarações formuladas por membros do governo que davam a entender que o país ia entrar em confronto com Teerã.

A publicação cita uma alta fonte do governo, que também teria dito que a intenção de Netanyahu é evitar que Israel desate uma guerra entre Estados Unidos e Irã contra a vontade dos americanos.

SEGURANÇA

Neste domingo (5), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que seu país está trabalhando “estreitamente” com Israel a respeito do programa nuclear iraniano.

“Minha prioridade número um continua sendo a segurança dos Estados Unidos. Mas também a segurança de Israel. E vamos nos assegurar de que trabalhamos estreitamente para resolver isto, espero que diplomaticamente”, disse o presidente, em entrevista à rede de televisão “NBC”.

Perguntado se acredita que Israel poderia lançar um ataque preventivo contra as instalações nucleares iranianas, algo que a imprensa americana tem especulado nos últimos dias, Obama assegurou não acreditar “que Israel tenha tomado esta decisão”.

“Vamos fazer tudo o que pudermos para evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear e origine uma corrida armamentista em uma região volátil”, acrescentou o presidente.

“Nosso objetivo é resolver isto diplomaticamente. Isto seria preferível. No entanto, não vamos descartar nenhuma opção”, acrescentou Obama, lembrando que “qualquer tipo de atividade militar adicional no golfo (Pérsico) é desestabilizadora e tem um grande efeito para nós: pode afetar o preço do petróleo”.

Perguntado se Washington seria consultado previamente caso Israel decidisse empreender uma ação militar contra o Irã, respondeu que não podia dar muitos detalhes, mas que os dois países mantêm “consultas em matéria militar e de inteligência mais estreitas” do que nunca no passado.

Também descartou a possibilidade de que o regime de Teerã ataque alvos americanos em represália, caso tal agressão ocorra da parte de Israel. “Não vemos nenhuma prova de que tenham esta intenção ou a capacidade para fazê-lo”, afirmou.

DIPLOMACIA

O presidente americano reiterou a confiança nos meios diplomáticos para influenciar o regime iraniano. “Mobilizamos a comunidade internacional de uma forma sem precedentes. O Irã está sentindo a pressão”, garantiu.

O chanceler israelense, Avigdor Lieberman, chega a Washington esta segunda-feira e o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, visitará o país no começo de março, embora não tenha sido confirmado um encontro com Obama.

Apesar das suspeitas do Ocidente de que o programa nuclear iraniano esconde fins militares, Teerã assegura que só tens objetivos civis, para geração de energia.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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