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Presidente da Colômbia pede que Israel e palestinos negociem

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, “implorou”, em seu discurso na 66ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), para que Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) “voltem a negociar assim que possível”.

Para ele, os “conflitos crônicos” entre ambos precisam ser solucionados por meio de um diálogo direto e uma mediação eficaz. “Imploramos às partes que voltem a negociar assim que possível, pois este é o único caminho que leva aos que todos queremos: dois Estados vivendo em paz e segurança”, colocou.

O governo colombiano, no entanto, declarou nesta semana que se absterá de votar a respeito do ingresso da Palestina na ONU. A Colômbia é um dos únicos países da América Latina, ao lado de Panamá, México e Guatemala, que não reconheceu o Estado palestino.

Na ocasião, a ministra de Relações Exteriores María Ángela Holguín declarou a vontade do seu país de “que exista um Estado palestino”, mas, “pensando em uma paz mais duradoura, gostaríamos que isto fosse fruto de um acordo com Israel”. Segundo ela, não é adequado forçar uma situação que “não contribui para a pacificação da região”.

DIÁLOGO

Em seu discurso na ONU, Santos reforçou sua posição à comunidade internacional para que se resolvam situações conflituosas por meio do diálogo. Para o mandatário, quando mais eficaz for o uso da diplomacia preventiva, menor será a necessidade da comunidade internacional interferir em confrontos.

A respeito dos conflitos do norte da África, Santos afirmou que o “fortalecimento da democracia e do Estado de Direito pode estabilizar” a região. Segundo ele, o que estes povos buscam é a liberdade e o respeito a seus direitos, além da democracia. “É nosso dever apoiá-los”, acrescentou.

O chefe de Estado da Colômbia ainda citou o diálogo como uma ferramenta que possibilitou seu país a normalizar as relações diplomáticas com a Venezuela e o Equador, e citou a ajuda que o ex-secretário geral da União das Nações Sul-americanas (Unasul), Néstor Kirchner, deu neste processo.

Segundo ele, na América Latina “aprendemos” com os governos que podemos ter posições opostas, mas que isto não significa que as nações não possam conviver e que é preciso buscar o diálogo e a negociação, como aconteceu com Honduras.

“É necessário o diálogo e a negociação em nossa região, Honduras é um exemplo deste esforço, pois nos unimos para acompanhar [o país] em sua reconciliação e reincorporação a Organização de Estados Americanos [OEA]”, relatou.

Como atual integrante do Conselho de Segurança da ONU, o presidente da Colômbia emitiu sua preocupação sobre a situação do Haiti, cuja solução deve continuar sendo “uma prioridade para todos”. Segundo ele, é preciso existir um acompanhamento internacional para seu desenvolvimento econômico e social.

Quando a Colômbia assumiu a Presidência temporária do Conselho, em abril deste ano, a recuperação do Haiti foi um de seus principais objetivos, recordou ele.

Ao finalizar seu discurso, Santos fez um chamado aos representantes das nações presentes e à ONU para que continuem trabalhando para fazer da atual crise mundial uma oportunidade, já que, segundo ele “é possível transformar temporais em ventos favoráveis”.

DA ANSA, EM NOVA YORK

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