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Presidente do Bird apoia criação de banco dos Brics, diz jornal

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O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse em entrevista ao jornal britânico Financial Times que apoia a criação de um banco dos Brics, o grupo de países emergentes formado por Brasil, Rússia, China e Índia. Para ele, que está de saída do Bird, isso mostra o prejuízo de as instituições multilaterias não conseguirem suprir as necessidades financeiras dos países.

A criação de um banco de investimento para os Brics foi tema do encontro ocorrido na semana passda em Nova Déli, na Índia. Se as nações dos Bric “decidirem que querem outra instituição de financiamento, muito bem. Vamos descobrir como trabalhar com ele. Não sou monopolista”, disse ele. Segundo Zoellick disse ao jornal, o Bird poderia apoiar os Bric na criação da instituição.

 Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial (Foto: Reuters)
Robert Zoellick, presidente do Bird (Foto: Reuters)

“A Índia quer o dinheiro. A China quer ser vista como um bom parceiro e pode querer internacionalizar o yuan. O Brasil quer se associar ao conceito e talvez possa conectar seu próprio Banco de Desenvolvimento”, disse em menção ao BNDES.

Zoellick advertiu, na entrevista ao FT, que empurrar países de renda média como China e Brasil para  fora do sistema do Banco Mundial e forçá-los a procurar recursos em outros lugares seria um “erro de proporções históricas”.

A ideia da criação do banco ocorre simultaneamente ao pedido de mais recursos de infra-estrutura para esses países por parte do Banco Mundial e é sustentada pela crítica que os países fazem a pouca representatividad que têm no FMI.

Para o jornal, o apoio de Zoellick vai fortalecer a proposta que oficiais indianos descreveram como a melhor oportunidade para os cinco países mostrarem que têm subtância e compartilham uma visão comum.

Ajuda aos emergentes
“Se o Bird não pode continuar no caminho que eu tracei e ser um bom parceiro para a Índia e os países emergentes), eles irão para outro lugar”, alertou Zoellick, afirmando que há setores dos países desenvolvidos que acham que o Bird tem de trabalhar apenas para os países pobres. Ele se disse contrário a esse entendimento. “Se acreditamos em um sistema multilateral, Índia e Brasil vão se tornar mais importantes ao longo do tempo e precisamos aprender do seu conhecimento e, com o tempo, das suas finanças.”

A Índia é o maior emprestador do Bird, segundo o jornal. No total, o país tem empréstimos do Banco Mundial no valor de cerca de US$ 42 bilhões.

Fonte: Do G1 em São Paulo

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