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Príncipe William viaja nesta quarta às ilhas Malvinas

Missão do duque coincide com o aumento da tensão com a Argentina

Príncipe William e a rainha Elizabeth II durante visita à Real Força Aérea (RAF)

Príncipe William e a rainha Elizabeth II durante visita à Real Força Aérea (RAF) (Christopher Furlong / Getty)

O príncipe William, neto da rainha Elizabeth II, faz nesta quarta-feira uma viagem às Malvinas em meio à tensão entre a Grã-Bretanha e a Argentina pela soberania dessas ilhas do Atlântico Sul. De acordo com informações do jornal britânico The Times, o duque de Cambridge, de 29 anos, viajará em um avião da Real Força Aérea (RAF), que levará 18 horas para chegar às ilhas após uma breve escala na ilha britânica de Ascensão, no Atlântico.

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Segundo na linha de sucessão ao trono britânico, o príncipe vai desembarcar na base aérea de Mount Pleasant e começar imediatamente a trabalhar em um dos dois helicópteros de resgate disponíveis para tarefas de rotina. Está previsto que o governo britânico divulgue uma fotografia do príncipe dias após a chegada às Malvinas. Não há mais informações sobre a presença do príncipe nas ilhas porque, segundo um porta-voz do Ministério de Defesa britânico, o duque seria tratado como qualquer outro membro das Forças Armadas.

A presença de William nas Malvinas é vista pela Argentina como um ato de provocação, por acontecer meses antes de completar os 30 anos da Guerra das Malvinas, que começou após militares argentinos ocuparem as ilhas em 2 de abril de 1982 e terminou em 14 de junho do mesmo ano com a rendição argentina.

Tensão – A Grã-Bretanha anunciou nesta terça-feira que enviará às ilhas um de seus navios de guerra mais modernos, o destróier “HMS Dauntless”, apesar de ter sublinhado que o desdobramento estava planejado há um ano. Em resposta, a Argentina pediu “mais diplomacia e menos armas”. O envio da embarcação é mais uma “coincidência” com o aumento da tensão entre Londres e Buenos Aires pela soberania das Malvinas, reivindicada pela Argentina desde janeiro de 1833.

A tensão entre os dois países cresceu ainda mais depois que vários países latino-americanos decidiram bloquear a entrada em seus portos de navios com bandeira das ilhas do Atlântico Sul. Em uma cúpula em dezembro em Montevidéu, os países do Mercosul – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – acordaram impedir o acesso destes navios.

Colonialismo – O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, disse ter convocado o Conselho Nacional de Segurança de seu país para abordar a situação no Atlântico Sul e acusou a Argentina de “colonialismo” por reivindicar a soberania. O governo argentino, por sua vez, considerou “ofensiva” a declaração de Cameron.

(Com agência EFE)

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