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Goiás Política

Que venham os anos dourados

Por Fleurymar de Souza 
Em sucessivas entrevistas, o governador Marconi Perillo prestou contas do primeiro ano de administração, de um terceiro mandato prenunciado como a oportunidade de “fazer o melhor governo da vida dos goianos”.
Tem agora pela frente o compromisso de resgatar expectativas cristalizadas. É que, no balanço de seu transparente discurso, a casa está arrumada às custas de muitos sacrifícios,  arranhões à sua imagem, mas sem que seu capital político tenha ido de roldão. O olhar otimista para o futuro é a prova inequívoca de sua inata determinação. Do amargo começo ficam  lembranças de momentos cruciais. O buzinaço em torno da residência oficial traduzia a decepção da classe média, atribuindo ao governo, injustamente, a elevação dos preços dos combustíveis. Reduziu-se o subsídio para a geração de recursos que vão socorrer a esfrangalhada malha viária. Outras medidas drásticas, inevitáveis, exporiam o governo, ainda mais,  às críticas das quais as oposições se beneficiariam.
 Feitas as contas, o governador pagou um pedágio político barato, tendo em vista a obrigação de superar graves desafios, expondo-se às incompreensões.  Herdara um passivo descomunal e precisou dar à caneta oficial a simbologia  de um  bisturi.
Dono de um ativo administrativo de grande porte,  tem o governador bom estoque de criatividade e reservas de credibilidade.
Ao se apresentar ao eleitorado para um terceiro mandato, assumiu o risco por confiar na extensão de sua expertise.
 É ela a ferramenta com que se vai agora construir o cenário de bonança para a maioria, expectadora de um novo papel a cargo de  um conhecido protagonista de substância: o próprio.
Sob pressões e críticas em profusão,  o governador viu descer a níveis dramáticos seu coeficiente de credibilidade junto a influentes setores da população. No reverso dos fatos, também  se viu  confortado no plano das relações institucionais. Pode fechar o ano com tudo pronto para que a Celg deixe de turvar o horizonte da administração, graças ao republicanismo que faz a interface com o governo federal e com os adversários instalados nos comandos de prefeituras politicamente estratégicas.
Não é exagero atribuir ao chefe do Executivo estadual o mérito da perseverança ao lidar com o governo federal na busca de resolução dos complexos problemas que afetam a economia do Estado. Marconi usou seu timing na gradual aproximação com a presidente Dilma Rousseff para só agora, após constantes idas a Brasília, contabilizar resultados políticos satisfatórios. O novo aeroporto e o fim da crise da Celg são exemplos emblemáticos.  No paralelo, Marconi Perillo  galvanizou a confiança de prefeitos, que compunham o arco de oposição à sua ascensão ao cargo, pelas iniciativas que tomou.
 Todos  correspondem  aos acenos das mãos estendidas, por comungarem o bordão palaciano, trazido à baila no início de 2011, de que governo não se opõe a governo.  Ao assimilarem o pragmatismo ali embutido, tornaram-se signatários de um mesmo pacto. Eis aí o alentado prenúncio de que “fazer o melhor governo de todos os goianos”  não foi recurso de retórica, dessas que dão embalo às campanhas políticas. Importa  registrar que o capital político do governador permanece intacto e o tempo de que dispõe seja suficiente para a conversão de propostas em atos concretos. A máquina do Estado está pronta para deslanchar. Que venham os anos dourados.

Com ohoje.com.br

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