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Santa Cruz vence de virada e dorme na vice-liderança

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Foto: Clemilson Campos/JC Imagem

O Santa Cruz tomou um gol no início mas soube se impor e conseguiu sua 11ª vitória no Campeonato Pernambucano Coca-Cola ao fazer 3×2 no Araripina, neste sábado (24), no Arruda, pela 18ª rodada. O resultado valeu a subida de dois degraus na classificação, pois o tricolor agora é o vice-líder com 35 pontos. Para continuar nessa posição vai ter que torcer contra Náutico e Salgueiro neste domingo. Já o Araripina mantém sua situação complicada. É o penúltimo colocado, com 16.

Mesmo jogando em casa, com a torcida a favor e diante de um adversário com uma campanha inferior foi o Santa que iniciou o jogo encolhido. O time de Zé Teodoro optou por uma marcação em seu campo defensivo e explorar os contra-ataques, expediente normalmente adotado pelos adversários que pisam no gramado do Arruda.

E foi justamente num contra-ataque o primeiro lance de perigo da partida. Aos oito minutos, Luciano Henrique fugiu pela esquerda e cruzou na medida para Dênis Marques mergulhar de cabeça e acertar o pé da trave direita. A resposta do Bode foi letal. Como o tricolor jogava recuado, o time sertanejo tinha espaço para tocar a bola com relativa facilidade. Foi assim que Gideon conseguiu o cruzamento, aos nove minutos. Tiago Cardoso trombou com Éverton Sena e a bola sobrou para Vanderlei tocar no canto direito.

Foi preciso tomar um gol para os corais tomarem outra atitude. Anderson Pedra e Weslley adiantaram a marcação e o tricolor passou a jogar mais no campo ofensivo. Já aos 14, Renatinho foi à linha de fundo e cruzou na medida para Geílson marcar de cabeça. Porém, a arbitragem apontou que a bola já atravessara a linha fatal na hora do cruzamento. Com a pressão, os donos da casa criaram mais oportunidades. Numa delas, William Alves cabeceou e Bruno Grassi fez grande defesa.

Mas à medida que o tempo avançou o Santa não conseguiu manter a marcação tão forte. E aí abriram espaços para o contra-ataque. Aos 34, os dois goleiros operaram milagres. O Araripina veio com Vanderlei, que cabeceou e William Alves impediu o gol. O artilheiro azul e amarelo foi para pegar o rebote e, ainda levantando-se, o goleiro tricolor ficou com a bola. O contra-ataque foi ligado e Luciano Henrique recebeu de Geílson. Chutou forte mas Bruno Grassi espalmou.

Ao Bode faltou um homem para organizar os contra-ataques. Na teoria seria Rosembrik. Mas o camisa 10 foi peça praticamente nula.

O Santa voltou para o segundo tempo logo com duas alterações. Diogo e Weslley saíram para entrada de Sandro Manoel e Natan, respectivamente. Memo foi deslocado para o lado direito.

O tricolor foi para o ataque e aos quatro minutos Luciano Henrique obrigou Bruno Grassi a fazer boa defesa na cobrança de falta. Apenas um minuto depois, uma das substituições rendeu o gol de empate. Após rebote da defesa, Natan chegou primeiro na bola. Ivson veio atrasado e chutou o pé do jogador tricolor. Pênalti, que Dênis Marques bateu de cavadinha para decretar o empate.

Aos 14 veio a virada, que já se fazia justa pelo volume de jogo dos corais desde os 15 minutos do primeiro tempo. Na cobrança rápida de escanteio, William Alves subiu mais alto que todo mundo e cabeceou sem qualquer chance de defesa para Bruno Grassi.

Dessa vez o Santa não recuou. Manteve a posse de bola e o que muito contribuiu para tanto foi posicionamento de Luciano Henrique. Se no primeiro tempo ele caiu mais pelos lados, no segundo ficou mais centralizado, dominando as ações criativas. Deu o bom ritmo que Weslley não conseguia. Natan ficou responsável por puxar as jogadas em velocidade – mais pelo lado direito do que pelo esquerdo.

Com a desvantagem, o técnico Paulo Júnior foi para o tudo ou nada – até porque precisava de pontos já que o time corre sério risco de rebaixamento. Zé Teodoro ainda ensaiou a entrada de um terceiro zagueiro, mas manteve o time como estava. A mudança foi apenas no posicionamento de Anderson Pedra e Sandro Manoel, que guardaram mais a posição. Aos 35, o Bode acionou seu quarto atacante. Cristiano Sergipano entrou no lugar do pouco produtivo Rosembrik.

Logo na sequência, o Araripina chegou bem perto do empate. Aos 38, Cristóvão cabeceou na trave e, no rebote, Aílton chutou para grande defesa de Tiago Cardoso. Como aconteceu em quase todo jogo, quando um time levava perigo o outro respondia na mesma moeda e imediatamente. E assim foi feito. Um minuto depois, Natan recebeu na linha de fundo e cruzou para trás. Carlinhos Bala de frente para o gol, completou para as redes.

O placar de 3×1 nos cinco minutos deixou o Santa relaxado o suficiente para o Araripina diminuir aos 46. Na cobrança de falta, Gideon aproveitou falha da defesa e subiu de cabeça para diminuir o placar. Porém, já era tarde demais para chegar ao empate.

Ficha do jogo:

Santa Cruz: Tiago Cardoso; Éverton Sena, William Alves e Memo; Diogo (Sandro Manoel), Anderson Pedra, Weslley (Natan), Luciano Henrique e Renatinho; Geílson (Carlinhos Bala) e Dênis Marques. Técnico: Zé Teodoro.

Araripina: Bruno Grassi; Felipe Araripina (Serginho), Nílson, Ivson e Aílton; Marcelo Pitbull, Gideon, Jackson (Marcelo Paraíba) e Rosembrik (Cristiano Sergipano); Cristovão e Vanderlei. Técnico: Paulo Júnior.

Local: Arruda. Árbitro: Nielson Nogueira. Assistentes: Albert Júnior e Paulo Steffanello. Gols: Vanderlei, aos nove do primeiro. Dênis Marques, aos seis; William Alves, aos 14; Carlinhos Bala, aos 39; e Gideon, aos 46. do segundo. Cartões amarelos: Memo, Carlinhos Bala, Cristiano Sergipano, Vanderlei, Bruno Grassi e Jackson. Renda: R$ 195.546. Público: 21.685.

Fonte: Do NE10

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