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Síria pode ter cometido crimes contra a humanidade, diz ONU

Crimes contra a humanidade teriam sido cometidos durante a repressão da revolta popular que atinge a Síria, informou nesta segunda-feira a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay.

“A natureza e a escala dos abusos cometidos pelas forças sírias indicam que crimes contra a humanidade provavelmente foram cometidos desde março de 2011”, disse Pillay na sessão especial sobre a Síria na Assembleia Geral da ONU, ao falar sobre a repressão da revolta popular do país, que já deixou cerca de 6 mil mortos em menos de um ano.

Ela pediu que a comunidade internacional atue “urgentemente” para proteger a população civil na Síria dos ataques “sistemáticos” do regime de Bashar Assad e lamentou a falta de ação do Conselho de Segurança da ONU na questão síria.

Ela assegurou que a Liga Árabe respondeu “com determinação” para frear a violência ao propor que os Estados membros da ONU apoiem os seus esforços.

Don Emmert/France Presse
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, na Assembleia Geral, em Nova York
A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, na Assembleia Geral, em Nova York

O secretário-geral Ban Ki-moon, reiterou hoje que a organização fará “o possível” para ajudar o povo da Síria, mas diz que espera a resolução do Conselho de Segurança para decidir se apoia o pedido da Liga Árabe de enviar uma missão de paz conjunta. “As Nações Unidas vão fazer tudo o possível para ajudar os necessitados”, disse seu porta-voz Martin Nesirky em um comunicado distribuído na sede da ONU.

O porta-voz agradeceu “esforços contínuos” da Liga Árabe para acabar com a violência na Síria e alcançar “uma solução pacífica”. Ban falou no domingo com secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Arabi, que lhe informou das medidas para pressionar o governo de Bashar Assad, incluindo o pedido à ONU para enviar uma missão de paz conjunta para o país.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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