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Sobe para 17 o número de feridos em explosão no Rio; três morreram

Subiu para 17 o número de pessoas feridas na explosão de um restaurante na praça Tiradentes, no centro do Rio, na manhã desta quinta-feira. Três pessoas morreram.

O entregador Júnior Antônio dos Santos, 29, que chegou meia hora atrasado para trabalhar, ajudou a reconhecer os corpos: Antônio Severino, chefe de cozinha, e Josimar dos Santos Barros, que trabalhava no local como sushiman. O terceiro corpo é de um funcionário do Bradesco, Mateus Maia Macedo, 19.

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Três dos feridos estão em estado grave, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Um homem de 46 anos, que teve traumatismo craniano e lesão no pescoço, um homem de 30 anos, com traumatismo craniano grave, e a jovem Daniele Cristina Antunes Pereira, 18, com ferimento no tórax.

Todos as vítimas foram levadas para o hospital Souza Aguiar, seis delas tiveram alta na manhã desta quinta-feira. O homem de 46 anos foi transferido ao hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio.

De acordo com a secretaria, a maioria dos feridos teve escoriações leves.

O marido da jovem de 18 anos ferida, Edvaldo Santos da Silva, 30, conta que falou com ela minutos antes da explosão. Ele diz que Daniele trabalhava havia duas semanas como garçonete no restaurante.

“Ela me ligou por volta das 7h, disse que estava um cheiro de gás muito forte e estavam todos do lado de fora esperando. Eu disse para ela aguardar e ver se liberavam para vir embora. Logo me ligaram falando da explosão. Não acreditei. Tinha acabado de falar com ela”, diz.

Rafael Andrade/Folhapress
Bombeiros, membros da defesa civil e polciais trabalham no Rio, onde um restaurante explodiu
Bombeiros, membros da defesa civil e polciais trabalham no Rio, onde um restaurante explodiu

ACÚMULO DE GÁS

O acúmulo de gás dentro do restaurante é a principal hipótese do Corpo de Bombeiros para o acidente. De acordo com a corporação, com o restaurante fechado devido ao feriado, o gás pode ter vazado durante todo o dia de ontem e a explosão pode ter acontecido quando os funcionários acenderam as luzes do local hoje de manhã.

O Corpo de Bombeiros ainda faz buscas para encontrar outras possíveis vítimas.Todos os feridos foram socorridos ao hospital Souza Aguiar, segundo o comandante do 5º Batalhão da PM (Praça da Harmonia), Amaury Simões.

O local está isolado. As ruas da Carioca, Assembleia e Visconde de Rio Branco estão interditadas, de acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio.

Além de bombeiros e PM, equipes da prefeitura, da CET, Guarda Municipal e Comlurb também se deslocaram para a praça Tiradentes.

Editoria de Arte/Folhapress

EXPLOSÃO

A explosão ocorreu por volta das 7h40, na praça Tiradentes, centro do Rio. O restaurante ficava no térreo de um prédio comercial. Ao lado do prédio que explodiu fica um hotel Formule 1, que teve os vidros estilhaçados com a explosão.

A explosão atingiu lojas até ao menos o 7º andar do edifício e dois estabelecimentos na lateral –uma loja de eletrodomésticos e uma sorveteria. Ao lado do prédio que explodiu fica um hotel Formule 1, que teve os vidros estilhaçados com a explosão.

O prédio onde ficava o restaurante e dois edifícios ao lado serão interditados até que a Defesa Civil do Rio verifique se há risco de desabamento, afirmou o prefeito Eduardo Paes (PMDB).

“A princípio, as primeiras posições são de que não tenha risco deste desabamento iminente. Mas até que isso esteja confirmado, o hotel e os prédios do entorno permanecerão interditados. Estão vindo para cá engenheiros especializados e por enquanto vamos trabalhar com risco zero”, afirmou Eduardo Paes, que está no local da explosão.

“VI O PESSOAL VOANDO”

A explosão foi tão forte que os corpos das vítimas foram arremessados a cerca de 30 metros e encontrados do outro lado da rua.

O catador de latinhas Daniel Ferreira Luz de Oliveira, 34, viu o momento da explosão. “Eu estava do outro lado da calçada catando latinha quando ouvi um estrondo enorme. Vi o pessoal voando já tudo morto pro outro lado da calçada. Com o calor, já estavam até sem roupa. O impacto foi tão grande que chegou a derrubar um poste. Nunca vi uma cena daquela. Ficou gravada na minha cabeça”, disse.

Cristiane Souza Garcia, 28, é dona de uma loja no segundo andar do prédio. Emocionada, ela conta que terminou de arrumar a loja de cabelos duas semanas antes da explosão. “A loja está destruída. Faz uma semana que a gente ajeitou ela”, diz.

Chorando muito, Cristiane diz que, se não tivesse se atrasado para levar a filha para a escola hoje, poderia estar na loja no momento da explosão.

Reprodução
Restaurante Filé Carioca, que explodiu nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, em imagem do Google Earth
Restaurante Filé Carioca, que explodiu nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, em imagem do Google Earth

Com a Folha.com

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