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Suplicy declama no plenário versos de música de Wando

Senador prestou homenagem ao compositor que morreu nesta quarta.
‘Então, tantas pessoas cantaram: ‘Eu quero me embolar nos seus cabelos’.’

Senador Eduardo Suplicy (PT-SP) durante pronunciamento na tribuna do Senado (Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado)S
enador Eduardo Suplicy (PT-SP) durante
pronunciamento nesta quarta na tribuna do Senado
(Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado)

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) declamou no plenário do Senado na tarde desta quarta-feira (8) versos de uma canção do cantor e compositor Wando (veja aqui). O músico morreu na manhã desta quarta, em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, no Biocor Instituto, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde estava internado desde 27 de janeiro.

Na homenagem que prestou ao músico, Suplicy lembrou a vida de Wando, desde o apelido que ganhou da avó até o começo na vida musical, em meados dos anos 70.

“Então, tantas pessoas cantaram: ‘Eu quero me embolar nos seus cabelos, abraçar seu corpo inteiro e morrer de amor, de amor me perder'”, declamou o senador da tribuna.

Suplicy recordou como o cantor começou a ter a fama de “o cara das calcinhas”.

“Ao longo da década de 80, Wando consolidaria a reputação, como ele mesmo dizia, de ‘obsceno, o cara da maçã, o cara das calcinhas’. Por que cara das calcinhas? Porque eram tantas as moças que jogavam calcinhas em direção a ele, durante seus shows, que ele simplesmente resolveu passar a colecionar calcinhas”, afirmou o senador.

Na análise do senador, com a morte do cantor, a música romantica fica enfraquecida.

“Nosso povo gosta das histórias da vida amorosa de pessoas comuns, em situações reais […] Com a morte de Wando, a música romântica perde um de seus ícones”, lamentou.

Rita Lee
Suplicy também aproveitou a sessão para prestar homenagem à cantora Rita Lee, que na semana passada se envolveu em um conflito com policiais durante seu show de despedida dos palcos, em Sergipe.

O senador recuperou a trajetória musical da cantora, e lembrou a prisão de Rita Lee em 1976, quando estava grávida.

“Em agosto de 1976, aos três meses de gravidez, Rita é presa em sua própria casa, sob a acusação de porte de drogas, num dos fatos de truculência explícita mais revoltantes da ditadura que vinha dominando o Brasil desde 1964”, disse.

” Você vai deixar um vazio até que outra mulher, ou eventualmente algum homem, possa criar uma arte para os jovens que no mundo todo estão dando seu sangue por um mundo mais humano”, disse o senador.

Com Do G1, em Brasília

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