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Vale e Petrobras assinam acordo para a exploração de potássio em SE

Os presidentes da Vale, Murilo Ferreira, e da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, assinam nesta segunda-feira (23), a renovação do contrato de arrendamento de ativos e direitos minerários de potássio, no estado de Sergipe.

Segundo comunicado da Vale, o acerto entre as empresas permite o arrendamento por mais 30 anos para exploração das reservas de carnalita, minério do qual se extrai o cloreto de potássio, cuja concessão é propriedade da Petrobras. “Com isso, a Vale poderá dar continuidade à sua operação atual, na mina de Taquari-Vassouras, e prosseguir com o desenvolvimento do Projeto Carnalita”, informou a companhia.

Desde 1992, Vale já explora a mina arrendada da Petrobras e produz cloreto de potássio a partir dos sais de silvinita, num volume de cerca de 600 mil toneladas anuais.

O projeto está em fase de detalhamento de engenharia e será aprovado pelo conselho de administração da Vale, ainda neste ano. “Quando entrar em operação, será a maior planta de extração de potássio do Brasil, contribuindo para os esforços da Vale em aumentar a produção de insumos para o mercado agrícola brasileiro e reduzindo a dependência da importação de fertilizantes pelo país”, informa o comunicado.

Segundo a Vale, atualmente, o país importa 70% dos fertilizantes que utiliza e atinge 90% na importação de potássio. O cloreto de potássio, classificado como fertilizante mineral simples, é usualmente misturado ao fósforo e ao nitrogênio na produção do fertilizante composto (NPK).

A companhia estima que o Projeto Carnalita poderá adicionar um volume de 1,2 milhão de toneladas à produção de potássio em Sergipe. “Essa oferta permitirá ao Brasil economizar cerca de US$ 17 bilhões em divisas ao longo de 29 anos. O projeto prevê ainda a geração de aproximadamente quatro mil empregos na fase de construção, bem como de 700 empregos na fase de operação”, afirma a Vale.

Fonte: Do G1, em São Paulo

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