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Violência do Exército do Egito contra mulheres choca o mundo; veja

Os confrontos que já deixaram 14 mortos e centenas de feridos em cinco dias no Cairo envergonham o poder militar, criticado pelo mundo inteiro nesta terça-feira por sua repressão contra os manifestantes. Mais de 10 mil mulheres saíram às ruas hoje em protesto à violência das forças durante manifestações no sábado, quando uma mulher foi gravemente agredida.

O vídeo que mostra uma mulher com um sutiã azul sendo violentada por soldados da Junta Militar ainda no poder chocou a comunidade internacional e foi condenada pelos EUA e pela ONU.

O jornal independente “Tahrir”, criado após a queda do ditador Hosni Mubarak em fevereiro, escreveu em sua manchete “a força que ataca a honra”, com uma foto de um soldado segurando uma mulher pelos cabelos, enquanto outro batia com um bastão.

A violência contra as mulheres nas manifestações são indignas da revolução e “desonram o Estado” egípcio, acusou a secretária de Estado americana Hillary Clinton, com uma linguagem pouco diplomática.

A alta comissária dos direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Navi Pillay, condenou “a repressão brutal” aos manifestantes.

“A violência brutal contra as mulheres que manifestavam pacificamente é particularmente chocante e não pode permanecer impune”, ressaltou.

“INVESTIGAÇÃO”

O Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que governa o Egito desde a queda do antigo regime, defendeu a atitude das forças de segurança.

O general Adel Emara, membro da CSFA, reconheceu na segunda-feira (19) que os soldados atingiram uma manifestante, descobriram sua barriga e mostraram seu sutiã ao arrastá-la pelo chão, uma cena particularmente chocante que foi fotografada em um país conservador.

Mesmo assim, ele tentou justificar o comportamento dos soldados.

“Sim, isso aconteceu. Mas é preciso ver quais eram as circunstâncias”, afirmou, assegurando: “estamos investigando, não temos nada a esconder”.

DA FRANCE PRESSE, NO CAIRO

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