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Vítimas alemãs de naufrágio de navio processam capitão

Francesco Schettino é acusado de lesões físicas, abandono e omissão de ajuda

O naufrágio do Costa Concordia ocorreu em 13 de janeiro em frente à ilha italiana de Giglio

O naufrágio do Costa Concordia ocorreu em 13 de janeiro em frente à ilha italiana de Giglio (Darrin Zammit Lupi / Reuters)

Um grupo de 19 vítimas alemãs do naufrágio do Costa Concordia, ocorrido em 13 de janeiro em frente à ilha italiana de Giglio, apresentou uma denúncia contra o capitão do cruzeiro, Francesco Schettino, e outros oficiais responsáveis. “Eles são acusados de lesões físicas, abandono, ameaça ao tráfego marítimo e omissão de ajuda”, anunciou nesta quarta-feira o advogado do grupo, Hans Reinhardt, da localidade alemã de Marl, no estado federado da Renânia do Norte-Vestfália.

Entenda o caso


  1. • O navio Costa Concordia viajava com mais de 4.200 pessoas a bordo quando bateu em uma rocha junto à ilha italiana de Giglio, na noite do dia 13 de janeiro.
  2. • A colisão abriu um grande buraco no casco do navio, que encheu de água, encalhou em um banco de areia e virou.
  3. • 17 mortos foram confirmados até agora.
  4. • Os trabalhos de buscas são coordenados com a tarefa de retirar as 2.400 toneladas de combustível do navio, sob o risco de contaminação da área do naufrágio.

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O defensor explicou que os litigantes consideram que Schettino e uma parte de seus oficiais deixaram os passageiros à sua própria sorte após conduzi-los a uma situação de perigo. Além disso, estimam que a atuação gravemente negligente e imprudente do capitão do Costa Concordia fez com que muitas vítimas ficassem feridas. Entre os litigantes há uma mulher que sofreu fratura da pélvis, enquanto outros denunciam ferimentos superficiais e alterações traumáticas, assim como lesões psíquicas.

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O advogado anunciou que apresentou nesta própria quarta-feira o processo no qual foram reivindicadas compensações econômicas por danos e prejuízos à Procuradoria de Bochum, com o fim de ter acesso às atas judiciais na Itália. No caso de um processo contra o capitão do Costa Concordia e seus oficiais chegar à Itália, o advogado alemão poderia realizar uma acusação particular por meio de um defensor italiano.

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(Com agência EFE)

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