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Esporte Pernambuco

Waldemar Lemos contra a parede

Certo dia alguém disse que todo técnico de futebol é interino. Bastaram quatro jogos sem vencer no Pernambucano Coca-Cola, e o técnico do Náutico, Waldemar Lemos, que há quatro meses subiu com o time para a Série A, já está colocado contra a parede. A diretoria de futebol está insatisfeita com os resultados e já admite que o clube pode vir a trocar de treinador se não houver uma reação imediata. Em reunião na noite desta quinta-feira, Waldemar será cobrado, segundo o diretor de futebol Armando Ribeiro, que não quis falar em demissão, mas ressaltou a necessidade de “dar um norte diferente para o Náutico”.

“Eu acho que a gente, apesar de ter deficiências e ter perdido jogadores importantes durante a campanha, a gente poderia ter desenvolvido melhor trabalho. Mesmo não tendo substituições à altura, eu acho que está faltando alguma coisa. E é por isso que a gente cobra”, disse Armando Ribeiro, momentos antes e entrar na reunião na sede social dos Aflitos.

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O Blog do Torcedor apurou a situação com fontes ligadas à diretoria e ao técnico, em off, e tem a informação de que a saída de Waldemar é desejada pela maioria da diretoria de futebol (composta por cinco pessoas, o vice-presidente de futebol Toninho Monteiro, os diretores não remunerados Zeca Cavalcante, Armando Ribeiro e Carlos Hunka, bem como o gerente de futebol, remunerado, Carlos Kila). Eles podem esperar um novo tropeço no clássico contra o Santa Cruz, domingo, para tomar a decisão de mandá-lo embora. O sentimento da torcida também pode pesar, como se poderá perceber na entrevista de Armando Ribeiro abaixo.

Em tempo, mais informações de bastidores: Waldemar Lemos já recebeu um convite para ir para o Atlético Goianiense. Não é tão improvável uma saída amigável. E um dos nomes que poderiam substituí-lo nos Afltios seria Alexandre Gallo, que tem boa relação com atuais dirigentes, com o presidente Paulo Wanderley e com o ex-presidente Berillo Júnior.

Confiram o que disse Armando Ribeiro:

Blog do torcedor — Existe algum risco de demissão na reunião desta noite?

Armando Ribeiro — Não, a não ser que ele, por algum motivo, não queira ficar. A reunião não é para tirar Waldemar, é para fazer arrumação de casa. A gente precisa dar um norte diferente para o Náutico. Eu acho que é muito grande para ter uma sequência tão ruim no Campeonato Pernambucano.

Blog do Torcedor — O resultado no clássico contra o Santa Cruz domingo pode ser decisivo?

Armando Ribeiro — Eu diria que, a princípio, o resultado de domingo não seria decisivo. Mas, como a gente tá falando que trabalho tem que dar resultado, eu diria que pode contar para a permanência ou não. O que acontece é que depende muito de outros fatores. Você sabe que, em clube de futebol, não são só os diretores que vão fazer pressão. Os diretores não são donos. Depende também da torcida a pressão. Você sabe que, como não vive um bom momento, a torcida é muito grata pelo que ele [Waldemar] fez, mas o que ele, os jogadores e a diretoria fizeram também se apaga com a falta de resultado. O risco no futebol sempre existe.

Blog do Torcedor — Você diz que a torcida pode influir para uma demissão do treinador. Você entende que a torcida do Náutico hoje apoia o treinador? No jogo de ontem, as críticas foram mais direcionadas à diretoria.

Armando Ribeiro — Eu diria que 50% apoia e 50% não apoia. Pelo que eu escutei ontem, no jogo, foi isso. Diretor não tem apoio em canto nenhum. Ele nunca é enaltecido. Ele é sempre esculhambado pelo que não deu certo.

Fonte: Do Blog do Torcedor do NE 10

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